Ler: Mt 13:30; 1 Pe 4:15
"Cingi-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça. Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte" (1 Pe 5:5b-6)
Quanto mais cresce em vida, mais humilde se torna
Como vimos ontem, para que o trigo cresça e frutifique, ele precisa superar o joio na disputa pela luz do sol. Se ficar na sombra do joio, ainda poderá se manter vivo, mas não frutificará. O objetivo do inimigo que semeou o joio foi exatamente esse: impedir o trigo de frutificar.
Em nossa experiência cristã podemos testificar isso. Satanás, o inimigo de Deus, semeou joio entre nós. Mas, ao contrário do que ele esperava, ainda que pessoas ou circunstâncias tentem fazer sombra sobre nós e nos prejudicar, isso só nos tem estimulado a crescer mais. Se você bate fraco numa bola, ela pula um pouquinho; mas, se bate forte, ela pula mais alto. Assim, quanto mais Satanás nos ataca, mais a vida de Deus cresce em nós.
O joio, quando cresce, não se curva; permanece ereto, voltado para cima. O trigo, por sua vez, quando frutifica, tem uma característica interessante: devido ao peso das espigas, ele se dobra para baixo. Quanto mais vida há, mais fruto; quanto mais fruto, mais ele se dobra.
Espiritualmente falando, isso significa que, quanto mais alguém cresce em vida, mais humilde se torna. Por outro lado, o joio tem um crescimento que não procede de Deus, pois ele fica ereto, como alguém que permanece orgulhoso.
Tudo isso mostra a necessidade que temos de receber a luz específica do quarto dia, que é a luz da vida. Se você quiser crescer na vida divina, precisa receber essa luz, pois ela representa o falar específico de Deus para nós, que nos ilumina e ajuda a arrepender-nos e esvaziar-nos de todo orgulho. Quando recebemos essa luz, crescemos em vida.
Há um bom tempo já havíamos percebido a importância de negar a nós mesmos, conforme lemos em Mateus 16:24, mas ainda não tínhamos uma maneira eficiente de praticar isso. Ao estudar as Epístolas de Pedro, fomos ajudados com sua experiência, a qual veio suprir essa nossa carência.
Antes pensávamos que as situações que nos faziam sofrer física ou materialmente eram suficientes para nos fazer negar a nós mesmos e crescer em vida. Um acidente, uma doença, uma demissão inesperada, tudo isso nos parecia muito útil para perdermos a vida da alma.
Observávamos que um irmão que era relaxado no serviço ao Senhor, após superar uma fase de enfermidade ou o trauma de um acidente, arrependia-se e passava a agir com diligência. Mas, com o passar do tempo, quando sua situação melhorava, ele voltava à condição anterior.
Embora essas circunstâncias desgastantes possam nos ajudar a negar a nós mesmos, geralmente a vida da alma ainda permanece forte após passarmos por elas.
Como dissemos acima, foi por meio das experiências do apóstolo Pedro que aprendemos a negar a nós mesmos de uma maneira mais eficiente.
Sua epístola mostra que, se sofrermos por fazer coisas indevidas, esse sofrimento é a disciplina de Deus (1 Pe 4:15). Há um tipo de sofrimento, entretanto, que não tem nada a ver que com o que fazemos: o que visa purificar-nos das impurezas de nossa alma. Amanhã veremos mais sobre esse assunto.
Palavra-chave: Quanto mais crescemos em vida, mais humildes nos tornamos.